Modalidade ganha espaço como alternativa para reorganização financeira e registrou mais de 4 mil novas operações em março de 2026, mas exige atenção do consumidor às regras, direitos e deveres do contrato
Divulgação/magnificO empréstimo com garantia de imóvel, também conhecido como Home Equity, tem ganhado espaço no Brasil como uma alternativa mais acessível de crédito para pessoas físicas e empresários. Com taxas de juros geralmente mais baixas e prazos de pagamento estendidos, a modalidade pode ser uma solução vantajosa, desde que o consumidor entenda bem suas regras e implicações antes de contratar.
O mercado de empréstimo com garantia de imóvel, também conhecido como home equity, vem crescendo no Brasil, impulsionado pela busca dos consumidores por crédito com juros mais baixos, prazos mais longos e maior flexibilidade financeira. Os números mais recentes do setor mostram o avanço da modalidade no país.
Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o Crédito com Garantia de Imóvel (CGI) registrou mais de 4 mil novas operações em março de 2026, alta de 40,1% frente a fevereiro e de 34,3% na comparação com março de 2025. Em volume financeiro, o mês atingiu R$ 1,3 bilhão, crescimento de 30,0% em relação a fevereiro e de 60,0% comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas do mercado e marcou o melhor desempenho desde setembro de 2025 em valores emprestados.
Segundo Mateus Fogaça, diretor jurídico do Bari, a regulamentação brasileira oferece uma estrutura sólida para garantir previsibilidade e transparência nas operações. “A legislação brasileira para empréstimos com garantia de imóvel é bastante robusta e foi construída justamente para trazer segurança tanto para o consumidor quanto para a instituição financeira. O principal ponto é que o cliente compreenda exatamente como funciona a operação, quais são seus direitos e quais cuidados devem ser tomados antes da contratação”, afirma.
A principal base legal da modalidade é a Lei nº 9.514/97, responsável por regulamentar a alienação fiduciária de imóveis no Brasil. No caso das operações do Banco Bari, a estrutura também conta com o suporte da Lei nº 13.476/17, que trouxe mais segurança jurídica para operações de empréstimo com garantias. Além disso, o Código Civil complementa as diretrizes relacionadas às obrigações contratuais.
Atualmente, tanto bancos tradicionais quanto fintechs autorizadas podem oferecer empréstimos com garantia de imóvel no país. A modalidade permite ao consumidor acessar até 60% do valor de avaliação do imóvel como crédito, mantendo a posse e o uso do bem enquanto o contrato estiver adimplente.
De acordo com Fogaça, um dos principais diferenciais do home equity está justamente na possibilidade de reorganização financeira. Dados internos da instituição mostram que, nos últimos dois anos, cerca de 60% dos consumidores que buscam a modalidade tinham como principal objetivo quitar dívidas mais caras.
“O empréstimo com garantia de imóvel pode ser uma ferramenta importante de reorganização financeira quando utilizado com planejamento. Como possui taxas mais competitivas e prazos longos, muitas pessoas utilizam a modalidade para consolidar dívidas e recuperar o equilíbrio financeiro”, explica o diretor jurídico.
Outro ponto destacado pela instituição é que consumidores negativados também podem conseguir aprovação, já que a análise vai além do score de crédito. O processo inclui avaliação da renda, análise jurídica e verificação do imóvel dado em garantia.
Fogaça também reforça que o consumidor possui diversos direitos assegurados durante o contrato, incluindo acesso ao Custo Efetivo Total (CET) da operação, possibilidade de quitação antecipada sem cobrança de tarifa para pessoas físicas e direito ao recebimento de eventual saldo remanescente em caso de leilão do imóvel.
Apesar disso, alerta para a importância da responsabilidade na contratação. Isso porque, ao utilizar o imóvel como garantia por meio da alienação fiduciária, o bem pode ser executado em caso de inadimplência. Ainda assim, o processo possui etapas previstas em lei, incluindo notificações, prazo para regularização da dívida e possibilidade de renegociação.
“É fundamental sempre priorizar instituições que buscam a negociação e o acompanhamento próximo do cliente para evitar a execução da garantia. Inclusive, a taxa de contratos que chegam efetivamente à fase de leilão aqui no Bari é bastante baixa, entre 0,8% e 1,3%”, destaca o executivo.
Outro cuidado é ficar atento aos golpes envolvendo falsas cobranças antecipadas para liberação do crédito. Entre as principais recomendações estão verificar se a instituição é registrada no Banco Central e desconfiar de pedidos de pagamento prévio de seguros ou tarifas de conveniência para liberação do empréstimo.
Com o crescimento do setor e os recentes recordes registrados pelo CGI, ampliar o acesso à informação é essencial para fortalecer a confiança dos consumidores e estimular o uso consciente do home equity no Brasil.
“Educação financeira é um ponto central nesse mercado. O consumidor precisa entender não apenas as vantagens da modalidade, mas também as responsabilidades envolvidas. Informação clara e transparência são fundamentais para decisões financeiras mais saudáveis", conclui Fogaça.
Sobre o Banco Bari
Com mais de 31 anos de atuação e sede em Curitiba, o Bari é um conglomerado pioneiro em empréstimo com garantia de imóvel no Brasil. A companhia reúne nove empresas com competências complementares, permitindo que toda a cadeia de concessão, gestão e securitização de crédito seja realizada internamente. Integram o ecossistema do grupo o Banco Bari, Bari Hipotecária, Bari Promotora, Cebraco, Bari Securitizadora, Bari Asset, Bari Seg, Bari Service e Bari Tecnologia. Além de sua expertise em empréstimo com garantia de imóvel, o Bari oferece soluções como crédito consignado, investimentos e securitização imobiliária.


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