Pequenas e médias empresas também podem pedir recuperação judicial
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Filipe Denki, especialista em reestruturação empresarial, explica como funciona o mecanismo e em quais situações ele pode ajudar empresas a superar crises financeiras
A recuperação judicial costuma ser associada a grandes empresas em crise, mas o mecanismo também pode ser utilizado por microempresas, empresas de pequeno porte e médias empresas que enfrentam dificuldades financeiras. Prevista na legislação brasileira, a medida busca permitir a reorganização de dívidas e a continuidade das atividades empresariais.
O processo pode ser uma alternativa para negócios que enfrentam queda de faturamento, aumento do endividamento, dificuldades de acesso a crédito, perda de contratos importantes ou problemas de fluxo de caixa. O objetivo é criar condições para que a empresa renegocie suas obrigações financeiras e mantenha sua operação.
Segundo Filipe Denki, especialista em reestruturação empresarial, muitas empresas deixam de considerar a recuperação judicial por acreditarem que ela se destina apenas a grandes corporações. “A legislação não restringe o acesso ao mecanismo pelo porte da empresa.Pequenos e médios negócios também podem recorrer à recuperação judicial quando atendem aos requisitos legais e demonstram viabilidade econômica”, explica.
Entre os principais benefícios estão a suspensão temporária de cobranças e execuções e a possibilidade de negociação estruturada com credores. No entanto, o especialista ressalta que a recuperação judicial exige planejamento e gestão responsável.
“A recuperação judicial não elimina dívidas nem resolve automaticamente os problemas financeiros da empresa. Ela oferece uma oportunidade de reorganização, mas exige comprometimento dos gestores e acompanhamento técnico adequado”, afirma.
Denki também alerta que um dos erros mais comuns é buscar ajuda apenas quando a situação financeira já atingiu níveis críticos. “Quanto mais cedo a empresa identifica os sinais de dificuldade e busca orientação especializada, maiores costumam ser as chances de recuperação e continuidade do negócio”, destaca.
O especialista ressalta ainda que a análise jurídica e financeira é fundamental para avaliar se a recuperação judicial é a alternativa mais adequada para cada caso ou se existem outros mecanismos capazes de auxiliar na superação da crise empresarial.
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