O desconforto ocular, principalmente após um dia de trabalho em frente a telas já é parte da rotina de milhares de brasileiros. Contudo, apesar de parecer simples,  a fadiga ocular deve ser investigada.



 A condição decorre do esforço intenso, sem restrição somente ao uso de eletrônicos, mesmo apesar de mais comuns, também se deve avaliar a leitura. As duas situações exigem o foco constante para curta distância, influenciando a quantidade de piscadas e ampliando o esforço da musculatura ocular.

O passar das horas provoca o surgimento de alguns sintomas:  olhos secos,  sensação de areia, ardência, vermelhidão, dor de cabeça e na região ocular - descrita como peso em torno do órgão. No entanto, a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, explica que alguns cuidados diários permitem um maior conforto ocular, como o uso de colírios - devem sempre ser indicados pelo oftalmologista -, o ajuste da distância (50 cm) e altura das telas em relação ao olhar, evitando usar o aparelho em ambientes muito escuros ou causadores de reflexo e esquecer de fazer pausas. 


Os oftalmologistas recomendam que a cada 20 minutos, seja feito um intervalo de apenas 20 segundos, focando o olhar em objetos distantes, para, assim, relaxar os músculos focais e prevenir o desconforto. Mesmo parecendo algo simples, os sintomas devem sempre ser investigados,  sobretudo, quando frequentes. A consulta médica previne condições,  como alterações refrativas com necessidade de avaliação e  recomendação de óculos, por exemplo.


Juliana afirma que o filtro azul protege os olhos contra a exposição excessiva da luz emitida pelas telas e lâmpadas artificiais, reduzindo a fadiga visual, aumentando o contraste e minimizando os efeitos delas em produzir melatonina, também conhecida como hormônio do sono. Cuidar dos olhos significa atenção para quem deseja melhorar o desempenho profissional e manter maior qualidade de vida com adequada longevidade ocular.


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Foto: Magnific

Matéria: Gabrielle Silva